NOSSA TURMA


De volta!

Oi galera!

Após 6 meses de molho, e 7 meses sem correr provas, reestreiei na "mirim" ( 5km) de SBC, dia 03 de agosto.

Agradeço de coração a todos que, durante todos esses meses, se lembraram de mim, torceram e deram força para minha recuperação.

Nunca deixei de acreditar que seria possível voltar a correr, mesmo assim em vários momentos as palavras de incentivo dos meus amigos com certeza foram fundamentais para me fortalecer.

Abraço da Sally

 



Escrito por Sally às 16h30
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Próximos Revezamentos

Vamos nessa?

Ainda não temos equipes inscritas para os próximos revezamentos, mas é muito provável que alguém apareça por lá para representar a NT (eu acho que vou participar da Maratona de Revezamento no Rio):

Volta do Lago - Brasília 22/06

Maratona Beto Carrero - 05/07

Maratona TAM de Revezamento Rio - 13/07

Ficaram faltando os relatos do Mountain Do - Costão do Santinho (22/03) e da Maratona de Porto Alegre (25/05), mas esses deixarei para uma próxima atualização (sabe-se lá quando)....

 



Escrito por Issao às 11h39
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Últimos Revezamentos

Bertioga-Maresias - 31/05

Com a antecipação do Bertioga-Maresias para o 1o. semestre, agendado próximo à Maratona de SP e a expectativa para o novo Maresias-Bertioga (mesmo percurso, mas no sentido inverso) no 2o. semestre, não tivemos equipe neste revezamento (na foto a largada da prova).

Porém estivemos representados pelo Luis Augusto, que correu pela equipe Os Lactatos e postou o relato da prova no blog Lazer e Competição.

O Paulo correu pela equipe da Serasa, empresa na qual trabalha, e subiu ao pódio na categoria Trio Misto!

E a sempre surpreendente Ieda correu os 75km solo! Parabéns Ieda!

Resultados:

IEDA MARIA ROSCHEL  09:58:59
SERASA  PAULO/MARCELO/JOELMA  06:35:21
OS LACTATOS  LUIS/LEONARDO/DIEGO/CARLO  06:44:41

 



Escrito por Issao às 11h20
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Últimos Revezamentos

Volta à Ilha de Floripa - 12/04

Desta vez, ao contrário do ano passado quando participamos com 3 equipes, apenas o Paulo correu em dupla com o Paulo Motta, um amigo ultramaratonista. O relato do Paulo Motta mostra como sempre é sensacional correr na Ilha da Magia (na falta de uma foto melhor, postei esta com o Paulo na largada, na esquerda de camiseta vermelha):

Desta vez eu tive quase certeza que não ia dar. E não ia ser por falta de treino, ou erro de estratégia. Foi uma fatalidade, que jogou todo o nosso planejamento para o espaço. Mas, felizmente, eu tinha um parceiro inacreditável, que segurou a barra até o limite, e mesmo um pouco depois. E conseguimos, na raça, vencendo todas as adversidades. Quando eu recebi a medalha, com o relógio marcando 8 horas e dois minutos de prova, eu não acreditei. E agora, além de estar com um sorriso idiota de felicidade que toda a hora surge nos meus lábios, cada vez que lembro, fico mais emocionado, com os olhos cheios de água. Corredor é bobo mesmo. Mas esta experiência, tenho certeza, valeu para muito mais do que qualquer corrida. Mas vamos ao início.


Eu tinha conhecido o Paulo Nogueira nas 6 horas de São Caetano, e tivemos muito tempo para conversar nas 24 horas de Curitiba, em que ele chegou em primeiro nas 12 horas, tendo feito, como planejava, 100 km. Ele é bem mais rápido que eu ? quase um minuto por km em maratonas, que termina em torno de 3h30 ? mas, apesar da diferença, estávamos resolvidos a formar uma dupla. Quando ganhei o sorteio para uma vaga garantida na Volta à Ilha, no final do Praias & Trilhas do ano passado, eu pensei: está certo. Agora é só treinar para ser um pouco mais rápido. Um de meus treinadores, o Weslle, sugeriu que eu alternasse, em meus treinos, distâncias maiores mais lentas, com outras menores mais rápidas. Quando terminei a Sargento Gonzaguinha em 1h18min eu vi que o treino estava tendo resultado. No início de março, quando, uma semana depois de ter corrido a Maratona de Sevilha em 4h28min, terminei a de Barcelona em 4h13min39s, eu sabia que  estava pronto. Era manter o treino, e esperar a Volta à Ilha. Com o ritmo rápido do Paulo, e a minha melhora de velocidade, tínhamos chance de terminar no tempo limite.


Para termos o apoio necessário alugamos um carro e contratamos um motorista, o Marcelo, que já conhecia a prova. No dia da prova, de madrugada, o encontramos depois de termos conseguido dormir só 3 horas, pois tivemos de mudar o planejamento inicial, e fazer as compras depois de pegar o Kit e jantarmos. Mas tudo bem. Dormir pouco não ia atrapalhar os planos. A nossa estratégia estava montada, pensando na dificuldade dos trechos, e nas nossas diferenças de ritmo. Nos doze primeiros íamos fazer dois trechos cada um, depois disso reduziríamos para um. O Paulo montou uma planilha com os tempos que deveríamos terminar cada uma das etapas. O plano era terminar com 15 horas e 15 minutos de prova, o tempo limite. Ele começou, às 4h45min, e eu estava doido para que chegasse a minha vez. Não tinha certeza se ia conseguir manter a média de cinco minutos e meio por quilômetro, com que deveria começar a prova, para depois poder ir mais lento nos trechos piores. Consegui, e nem foi muito difícil. O Paulo fez os dois trechos seguintes, e chegou tão rápido no posto de troca que eu nem estava lá, pois o carro teve de estacionar muito longe. Ele me esperou por quatro minutos, mas isto não diminuiu nosso ânimo. Quando terminamos os primeiros doze trechos já estávamos com 7 minutos de folga. O Paulo estava conseguindo terminar sempre bem mais rápido do que o previsto, e eu ou no prazo, ou um pouco antes. Quando terminei o décimo sexto trecho, economizando mais dois minutos, já estávamos com 22 de vantagem. Achei que era só questão de administrar, estava garantido. Eu teria ainda pela frente a etapa mais difícil da prova, mas com a economia que tínhamos, mesmo que demorasse um pouco mais íamos conseguir. Pois é, mas sempre podem acontecer imprevistos.


Quando o motorista estava me levando para o próximo ponto de revezamento, passando por uma estreita rua de terra, surgiu na nossa frente, vindo de uma rua lateral, uma bicicleta com duas crianças. Ele bem que freou, mas a bicicleta caiu em cima do carro, e o choque foi inevitável. O Marcelo desceu correndo, começou a ligar para a ambulância, disse para as meninas não se moverem. Chegaram uns vizinhos, bastante exaltados, e o clima ficou quente. Um deles voltou para a casa, o Marcelo achou que ele ia pegar algo para bater nele. Disse para mim: entra no carro. Entrei, e ele foi embora, e enquanto dirigia ligou para o serviço médico, dizendo que tinha atropelado duas meninas, mas que havia saído do lugar, pois achou que iriam bater nele. Neste momento o tal vizinho nos alcançou, parou o carro na frente do nosso, e, exaltado, disse para eu entrar no veículo dele, como garantia de que o Marcelo voltaria para o lugar do acidente. Fazer o quê? Fui. Voltamos, e a ambulância da polícia não demorou a chegar. Colocaram as meninas na ambulância e, aparentemente, elas não haviam quebrado nada, mas a mais nova estava com um corte feio na perna. Apesar de todo o nervoso, quando um carro de uma equipe estava passando por lá, consegui ainda ter a idéia de pedir para avisarem no próximo posto para o Paulo o que tinha ocorrido, e que assim que fosse possível tentaria encontrá-lo. Mas estava achando impossível sair de lá, e mais ainda continuar a corrida. De que forma? Além do estado emocional, o carro em que estava ia para a delegacia com o motorista, todo o nosso material estava lá. Teria de esperar passar um carro de alguma equipe em que pudesse colocar tudo o que eu tirara do carro ? eram 3 mochilas, uns cinco sacos já com tudo misturado, além de uma bolsa térmica ?, o que certamente seria difícil, pois os carros passavam em geral lotados, e com tempo meio contado. Pouco antes, um carro havia parado, pois pretendia virar na esquina em que aconteceu o acidente. Perguntou se eu estava participando da prova. Disse que sim. O John ? era o nome do motorista ? disse que ia conversar com uma amiga, e que depois poderia me levar para o próximo posto de troca. Já havia passado muito tempo ? de fato nem sei quanto, parecia uma eternidade ? mas achei que era a melhor opção. Pelo menos encontraria o Paulo. No posto disseram que o Paulo fora avisado do acidente na hora em que chegara ? a outra equipe com que eu falara tinha chegado naquele momento ? e que saíra para fazer o trecho seguinte. Nesta hora eu nem sei o que senti, mas resolvi que tinha de ir atrás dele. Talvez ele estivesse parado em algum posto, me esperando. Um carro da organização me levou para o posto seguinte, Fiquei sabendo que o Paulo estava muito cansado, mas fora em frente. Pensei ? o cara é um herói. Três trechos seguidos, nesta altura da prova, sem saber se eu ia chegar! Esperava encontrá-lo no próximo posto, pois o trecho seguinte era o mais difícil de todos, com um desnível de 250m, e mais de 11 km. Quando cheguei lá me disseram que ele chegara, conseguira repor a água, esperara um pouco e fora em frente. Ainda bem que eu tinha um parceiro assim. Ele era inacreditável! Eu disse, agora vamos tentar terminar a prova de qualquer jeito. Afinal, nada do que eu fizesse iria mudar o que aconteceu. Era quase impossível, mas já era um milagre o Paulo estar agüentando, e eu ter chegado lá. O carro da organização teria de parar ali. Vi a van de uma dupla, e perguntei se eles podiam me dar carona. Disseram que sim, só iam esperar chegar um corredor da equipe. Coloquei todas as tralhas na van. O pessoal me viu comendo uma fatia de pão ? com a confusão eu não comia há quase três horas ? e perguntaram se eu queria um macarrão. Acho que nunca comi um macarrão instantâneo tão maravilhoso. Fomos para o outro posto, pedi para deixar as minhas coisas na van, e combinei onde encontrá-los se o Paulo chegasse depois deles partirem. Fiquei esperando. Eram quase seis horas (17h52min) quando ele chegou. Faltavam pouco mais de 21 km, e a prova terminaria às 20h. No estado eu que eu estava, achava quase impossível. Mas dava para pensar em desistir? Quando passei pelo estacionamento, vi o Marcelo, que havia voltado com o carro. Ele me disse que as meninas estavam bem. Eu berrei, sem parar: - Vai atrás do Paulo, e conta que você está aqui.


Fui em frente, tentando dar o máximo de mim, mas era muito difícil manter o ritmo de 6 minutos por quilômetro. Quando cheguei ao próximo posto, o Paulo me esperava, e disse: - Eu vou tentar fazer o próximo trecho. Não acreditei, de onde ele ia tirar forças? Ganhei ânimo para enfrentar o que me parecia uma infindável leve subida. Quando eu não agüentava mais, caminhava por um dez segundos, respirando com calma, e retomava a corrida. Eu não ia desistir, mesmo que tudo doesse. Cheguei no penúltimo posto, passei a pulseira para o Paulo, entrei no carro, coloquei as pernas para cima, e pensei: agora vai ser comigo. Coloquei um tênis mais leve, resolvi correr sem o meu inseparável cintinho com isotônico, para ficar o mais leve possível. Às 19h16min o Paulo chegou. Ele disse: - Vai dar! Eu pus a pulseira e fui em frente. Eram 7,3 km, que eu achava que tinha de terminar em 44 minutos, ou seja, 6 minutos por km. Eu tentei, mas ficar vendo o meu ritmo no relógio, que muitas vezes ficava acima dos 6, não estava ajudando. Pensei: esquece, só dá o máximo que conseguir, e não pare. Foram os sete quilômetros mais difíceis de minha vida. Eu berrava, mas continuava. Por duas vezes tive de andar para recuperar as forças. Mas sempre rapidamente, cinco respiradas e voltava a correr. Quando estava enfrentando a última subida, me achando uma lesma, vi o ritmo: 6min20seg por quilômetro. Eu, que achava que estava a uns oito, não acreditei. Sabia que não ia conseguir chegar às oito, mas fazer o quê? Continuei, tirando forças não sei de onde. Avistei o relógio da chegada: 8:02. Mandaram que eu entrasse. Eu pensei: a chegada não está fechada! Eu não sabia que todos que passam pelo último posto antes do tempo limite terminam a prova. O locutor anunciou: e chega mais uma dupla. Havíamos terminado! Nem sei descrever o que senti quando peguei a medalha. Nem chorei, como muitas vezes acontece. Eu simplesmente não conseguia acreditar. Não foram ?só? 150 km. Foi muito mais. Quando vi o Paulo, dei a medalha dele, e nos abraçamos. A maior parte da vitória foi dele, afinal acabou fazendo 90 km. Mas eu sabia que também tinha tido a minha parte, que não fora pequena, e sentia no meu corpo as dores do esforço. Fora preciso superar tanta coisa...


Fomos para o carro, e o Marcelo nos disse que as meninas já tinham saído do hospital. Estavam bem. Eu já estava com o meu sorriso idiota na cara. É uma felicidade difícil de explicar. É como a da criança que já está sentindo o gostinho do doce, mas o tiram dela. Só que ela não desiste, e acaba conseguindo pegá-lo. E ele tem um sabor ainda mais intenso. Sabor de uma vitória que, durante um tempo, foi julgada impossível. Que importam as dores de ontem e de hoje? Realmente eu só tenho a agradecer a todos aqueles que tornaram isto possível. Em especial ao Paulo, que sem saber quando ou se eu apareceria, foi em frente. O que fizemos foi inacreditável. Uma experiência assim, a gente guarda para sempre. Foi loucura? Foi. Mas, como escreveu Pessoa: ?Sem a loucura que é o homem / Mais que a besta sadia,/ Cadáver adiado que procria??. Ou, como cantaram Os Mutantes: ?Dizem que sou louco por pensar assim / Se eu sou muito louco por eu ser feliz/ Mas louco é quem me diz / E não é feliz, e não é feliz?. Pois é, eu sou feliz. Com sorriso idiota e lágrima nos olhos. É preciso mais?

 



Escrito por Issao às 10h52
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